sexta-feira, fevereiro 24, 2017

Os Asas da Reserva Naval - Moçambique (1)


Pilotos da Reserva Naval em Metangula-Lago Niassa

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 22 de Maio de 2009)


Vista aérea de Metangula - Lago Niassa


A estrada entre Vila Cabral e Metangula foi interrompida, em princípios de 1968, após ter sido accionada uma mina que destruiu uma viatura militar causando a morte de um oficial do Exército, passando então a utilizar-se apenas a “picada” que ligava Vila Cabral a Meponda, esta última vizinha de Metangula no Lago Niassa.




Aeródromo de Metangula vendo-se um avião «Cessna» e o hangar

A distância que medeava entre Vila Cabral e aquelas localidades sobranceiras ao Lago Niassa e a necessidade permanente de manter comunicações regulares, garantindo a logística necessárias que incluia evacuações, foi condição justificativa para que o Comando Naval de Moçambique adquirisse aeronaves.




O avião «Dornier DO 27»

Assim, o Comando da Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa passou a dispor no aeródromo em Metangula de condições para utilização corrente e mantendo operacionais um «Cessna», um outro de origem alemã, «Dornier DO-27», de três lugares, modelo que o Exército utilizava para fazer reconhecimentos visuais (REVIS) e ainda um «Auster».




A aeronave «Auster»

O primeiro piloto destes aviões foi um oficial dos Quadros Permanentes, o CTEN Manuel da Silva Rodrigues, que tendo pertencido à Aviação Naval, fdesempenhou o lugar de Chefe do Estado-Maior do Comando de Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa entre 13 de Novembro de 1967 e 31 de Janeiro de 1969. Efectuou um trabalho notável na pilotagem daquelas aeronaves.

Houve muita evacuação feita a pessoal do Exército que só foi possível por ele lá estar e por conseguir aterrar onde mais ninguém o fazia, sendo corrente que era capaz de aterrar num lenço de assoar.

Igualmente notável foi a sua actividade na organização inicial do Aeroporto e da actividade aérea bem como no complemento de formação dos pilotos que chegavam com o brevet fresquinho.

Os instruendos, mais tarde pilotos, foram oficiais da Reserva Naval que iam tirar o «brevet» à cidade da Beira, onde a FAP providenciava o treino desse pessoal.

De Agosto de 1968 a Setembro de 1970, pelo menos dois daqueles oficiais estiveram nessas condições, um deles o 2TEN FZ RN António Martins Lobo Varela, do 9.º CFORN, folgazão e extrovertido.

Outro, o 2TEN RN Antero José Marques Ferreira dos Santos, do 12.º CFORN, por alcunha «o falso piloto», de modo nenhum porque a sua capacidade como piloto merecesse algum reparo, mas porque era pessoa de natureza reservada e introspectiva - entrava mudo e saia calado, - o oposto do seu antecessor e da imagem que correntemente se tinha de um piloto.




Mapa esquematizado de Moçambique mostrando Metangula, Vila Cabral e a Beira

A existência dos aviões facilitava muito a vida da base. Não porque a base não pudesse sobreviver sem os aviões, mas a Marinha sempre foi de opinião que se deviam criar as melhores condições de vida possíveis para o pessoal que estava no Niassa.

Esta actividade era complementada, quando indispensável, pelos taxis aéreos e, quando havia necessidade de transporte urgente de maiores cargas, por um «Dakota Douglas C-47» da Força Aérea que operava, um pouco à justa, na pista de Metangula; de uma das vezes teve uma falha de motor quando estava a correr a pista para descolar mas, afortunadamente conseguiu imobilizar a aeronave a poucos metros do final da pista e evitar a queda no lago.




O avião «Dakota Douglas DC-47» da FAP.

Os helicópteros da Força Aérea vinham quando havia que fazer evacuações a partir do mato e, geralmente, faziam escala em Metangula para uma primeira assistência de emergência pelo médico do Comando de Defesa Marítma que era um oficial médico da Reserva Naval que integrava a Companhia de Fuzileiros que ali permanecia estacionada.


Fontes:
Texto inserido com pequenas adaptações e imagem da vista aérea de Metangula cedidos gentilmente pelo Almirante Joaquim Espadinha Galo, à data 1º Tenente e Comandante da Esquadrilha de Lanchas do Niassa; restantes imagens do Arquivo de Marinha; mapa esquematizado do dispositivo naval em Moçambique do autor.


mls

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Reserva Naval – 26.º CFORN


26º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 19 de Abril de 2009)




O Anuário da Reserva Naval 1958-1975, da autoria dos Comandantes Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, edição de 1992, tem sido como que uma espécie de “bíblia” no sentido de constituir, em si mesmo, bibliografia essencial de consulta ou suporte, na pesquisa de informação documentada sobre datas e acontecimentos relacionados com a Reserva Naval.

De forma simples, mas sistematizada e organizada, ali figuram as etapas mais marcantes da vida da Reserva Naval, desde a data de criação e respectiva legislação de suporte, até à constituição dos diferentes cursos, classes por que se repartiram e os 1.712 Oficiais dos 25 cursos que os integraram até 1975.

Não falta um breve descritivo de cada curso levado a efeito na Escola Naval com datas de alistamento e promoção a Aspirante, bem como algumas informações adicionais.

Se aos princípios da sua criação e implementação presidiu “...a carência de Oficiais que aumentara substancialmente e foi na Reserva Naval que a Marinha encontrou a solução que melhor se adequou às suas necessidades específicas em pessoal qualificado...”, este conceito não se esgotou em 1975 com o final da guerra mantida nos antigos territórios ultramarinos da Guiné, Angola e Moçambique ou alargada a Cabo Verde e S. Tomé.

De 1976-1992*, ano em que o “Regime de Contrato” entrou definitivamente em vigor, mais 1.878 Oficiais da Reserva Naval, no conjunto das várias classes e especialidades, desfilaram pelas fileiras da Marinha, sendo 1.215 das classes de Marinha/Técnicos Especialistas e os restantes 663 da classe de Fuzileiros.

De forma igualmente simples, mas necessariamente aleatória e limitada iremos dando conta de cada um dos cursos havidos quer na Escola Naval quer na escola de Fuzileiros, tendo presente que o último curso comum a todas as classes decorrido na Escola Naval foi o de que hoje publicamos a relação completa – o 26.º CFORN.

Foram alistados em 26 de Abril de 1976, 8 Médicos Navais, 8 Técnicos Especialistas e 14 Fuzileiros, num total de 30 Cadetes. Depois de efectuados os respectivos cursos foram promovidos a Aspirante a Oficial, em 22 de Maio de 1976 os Médicos Navais/Técnicos Especialistas e em 11 de Setembro de 1976 os Fuzileiros.

As respectivas promoções foram promulgadas nas Ordens da Armada - 1.ª série, números 29 de 9 de Junho de 1976 e 50 de 13 de Outubro de de 1976, respectivamente.


* As dificuldades de obtenção de elementos ou, em alguns casos mesmo a sua inexistência, relativamente aos cursos realizados quer na Escola Naval quer na Escola de Fuzileiros entre os anos de 1976 e 1992, limitam muito a informação possível de ser disponibilizada.

Fontes:
Arquivo de Marinha; Lista da Armada; Ordem da Armada-1.ª Série.

mls

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

6.º CEORN - Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval



Listagem completa do 6.º CEORN(clicar)


Admitidos na Escola Naval em 26 de Julho de 1963, os 67 Cadetes* do 6º CEORN-Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval constituiram o mais numeroso curso de Oficiais da Reserva Naval incorporado até então; foram 34 da classe de Marinha, 2 da classe de Médicos Navais, 4 da classe de Engenheiros Maquinistas Navais, 8 de Administração Naval e 18 da classe de Fuzileiros.




Em cima, o 6.º CEORN da Classe de Marinha, num registo habitual de família na portaria da Escola Naval e, em baixo, a identificação de cada um dos presentes.



1 - ­Domingos Gaspar; 2 - ­Rogério Carneiro; 3 - ­Manuel Rafael; 4 - ­João Mateus; 5 - ­J. Esteves Pinto; 6 - ­Leão Rodrigues; 7­ - P. Morais Leitão; 8 - ­A. Liz Dias; 9­ - J. Inácio Lourenço; 10 - ­A. Almeida Mendes; 11­ - M. Sá Couto; 12 - ­M. Sousa Ramos; 13­ - V. Cabrita da Silva; 14­ - J. Costa Reis; 15 - ­A. Branco da Silva; 16 - ­A. Caro Quintiliano; 17­ - L. Vilela de Matos; 18­ - J. Faria de Almeida; 19 - ­M. Rosário Machado; 20 - ­M. Pires de Campos; 21 - ­F. Baptista Pereira; 22 - ­A. Oliveira Vera­Cruz; 23­ - J. Jardim Fernandes; 24 - J. Costa Monteiro; 25 - ­J. Andrade dos Santos; 26­ - J. Oliveira Baptista; 27­ - J. Sousa Patrício; 28­ - J. Pereira Brito; 29 - ­L. Almeida Moreira; 30 - A. Fernando Cláudio; 31­ - M. Ruivo Figueiredo; 32­ - J. Sousa Eiró; 33 - Heitor Ferreira; 34­ - A. Cristino da Costa;





6.º CEORN - Classe de Administração Naval, da esquerda para a direita:
1­ - J. António Rodrigues Benito Garcia; 2 - ­J. Merêa Pizarro Beleza; 3 - ­A. José Avelãs Nunes; 4­ - E. Fialho Borralho; 5 - C. Alberto Picado Horta; 6 - ­A. Miguel Joaquim Dias Fernandes; 7 - ­R. Eduardo Ferreira Rodrigues Pena; 8­ - A. Monteiro Homem de Melo;





Em cima, o 6.º CEORN da Classe de Fuzileiros, num registo habitual de família na portaria da Escola Naval e, em baixo, a identificação de cada um dos presentes;



1 - ­H. Faria dos Santos; 2 - ­F. Santa­-Rita Colaço; 3­ - H. Sant’Ana; 4 - ­H. Ribeiro Rocha; 5 - H. Melo Barreiros; 6 - ­A. Sales Grade; 7 - ­J. Costa Xavier; 8­ - A. Marçal Corrêa; 9­ - J. Lopes Moreira; 10 - ­A. Pereira Jardim; 11 - ­J. Pato François; 12 - ­J. Medeiros de Almeida; 13 - ­P. Ludovice da Paixão; 14 - ­J. Andrade Mota; 15 - ­C. Lopes Marques; 16 - ­A. Maia Rodrigues;



Era Comandante daquele estabelecimento de ensino o Comodoro António Morgado Belo, sendo Director de Instrução o CTEN António Seixas Louçã. Teve como patrono do curso, o navegador Miguel Corte Real (1450 - ­1501), considerado o descobridor da Terra Nova e tendo atingido igualmente o Canadá em 1500. Desapareceu em nova viagem empreendida no ano de 1501.


O CALM António Morgado Belo, Comandante da Escola Naval.

Na Chefia da Marinha, o Almirante Armando Júlio de Roboredo e Silva substituía, no Estado-Maior da Armada, o Almirante Joaquim de Sousa Uva.

No decorrer desse ano, foram aumentados ao efectivo dos navios da Armada mais 4 LFG da classe «Argos», as LFG «Cassiopeia», LFG «Hidra», LFG »Lira» e LFG «Orion», construídas no Arsenal do Alfeite, a LFP «Algol», construída nos Estaleiros da Argibay, em Alverca, e ainda a a LFP «Castor», construída nos Estaleiros Navais do Mondego.

Foi o primeiro curso ao qual se aplicou o despacho que determinava «que os cadetes da Reserva naval seriam licenciados depois de cumprirem dois anos de serviço efectivo na Armada, após promoção de Aspirante a Oficial».

Correspondia esta norma à legalização de uma situação que na prática já se verificava, desde que se iniciou, em 1961, a mobilização para África de uma forma contínua.



Em cima, o aviso "Bartolomeu Dias" e, em baixo, o CMG Francisco Ferrer Caeiro assume o comando do navio que lhe foi entregue pelo CMG Carlos Alberto Teixeira da Silva



Embarcados no Aviso «Bartolomeu Dias», comandado pelo CMG Francisco Ferrer Caeiro, o navio escalou Bissau, Mindelo, Ponta Delgada, Funchal e Lagos, numa viagem de instrução pela primeira vez não realizada em fragatas.

O Prémio Reserva Naval, atribuído anualmente ao melhor classificado daqueles cursos, foi atribuído ao Cadete de Administração Naval Rui Eduardo Rodrigues Pena e publicado na ODSP 1.ª Série de 1 de Maio de 1964.



O Cadete Rui Eduardo Ferreira Rodrigues Pena, Prémio Reserva Naval do 6.º CEORN.

A cerimónia do Juramento de Bandeira, levada a cabo em 23 de Abril, foi presidida pelo Ministro da Marinha, Almirante Fernando Quintanilha Mendonça Dias, a quer se seguiu a nomeação para o desempenho de missões nas várias Unidades e Serviços.

O Asp MN RN Orlindo Manuel Graça Gouveia Pereira, depois de uma curta passagem pela Escola de Fuzileiros e fragata «Nuno Tristão» ingressou, como 2TEN MN, nos Quadros Permanentes da Marinha conforme ODSP 1ª Série n.º 227 de 17.11.1964.

Depois do Juramento de bandeira, promovidos a Aspirante a Oficial os cadetes da Reserva Naval António Monteiro Homem de Melo, da classe de Administração Naval e António Mateus Sales Grade, da classe de Fuzileiros, foram dados como inaptos para a prestação de serviço na Armada pela Junta de Saúde Naval, tendo sido abatidos e regressando ao Distrito de Recrutamento e Mobilização de onde originariamente tinham vindo.



Em cima, cadetes no Bartolomeu Dias, com o 1TEN Luis Bacharel, um dos oficiais do navio e, em baixo, Ruivo Figueiredo, Leão Rodrigues, Cristino da Costa e Sá Couto, com o Comandante da LFG «Hidra», 1TEN Isaías Gomes Teixeira.



Foram designados para prestar serviço em África os seguintes oficiais:

Guiné (17 Oficiais):

2TEN RN António Simas de Oliveira Vera-Cruz, LFP «Bellatrix»;
2TEN RN Manuel José Ruivo de Figueiredo, LFP «Canopus»;
2TEN RN Mário Luis Neves Sá Couto, LFP «Deneb»;
2TEN RN Amadeu Leão dos Santos Rodrigues, LFG «Lira»;
2TEN RN Augusto Manuel Cristino da Costa, LFG «Hidra»;
2TEN RN Jorge Manuel Jardim Fernandes, LFG «Cassiopeia»;
2TEN RN Virgílio Cabrita da Silva, LFG «Orion»;
2TEN RN Rogério Manuel Ferreira Simões Carneiro, Fragata «Nuno Tristão»;
2TEN RN Armando Freire Branco da Silva, Comando de Defesa Marítima da Guiné;
2TEN RN José da Costa Reis, Comando de Defesa Marítima da Guiné;
2TEN RN José Manuel Andrade dos Santos, Comando de Defesa Marítima da Guiné;
2TEN AN RN Carlos Alberto Picado Horta, Comando de Defesa Marítima da Guiné;
2TEN AN RN José António Rodrigues Benito Garcia, Comando de Defesa Marítima da Guiné;
2TEN FZ RN Gabriel Maria Costa Mesquita Brito, Comando de Defesa Marítima da Guiné;
2TEN FZ RN Joaquim Manuel de Sousa Patrício, DFE 3;
2TEN FZ RN Manuel do Rosário Machado, DFE 12;
2TEN FZ RN Carlos Alberto Lopes Marques, DFE 10;


Angola (14 Oficiais):

2TEN RN António Fernandes Claúdio, LFG «Escorpião»;
2TEN RN António Manuel de Sousa de Almeida Mendes, LFP «Algol»;
2TEN RN Fernando Baptista Pereira, LFP «Fomalhaut»;
2TEN RN João Manuel Alves Mateus, DFE 2;
2TEN RN José Augusto Almeida de Oliveira Baptista, CF 5;
2TEN RN Luís Raúl Vilela de Matos, CF 5;
2TEN RN Mário Pires de Campos, CF 5;
2TEN FZ RN Henrique Ribeiro Rocha, CF 5;
2TEN FZ RN João Carlos Fernandes Lopes Moreira, CF 5;
2TEN FZ RN Henrique Faria dos Santos, CF 4/CF 5;
2TEN FZ RN Henrique de Sant’ Ana, CF 4;
2TEN FZ RN Jorge Augusto Andrade Mota, CF 4;
2TEN FZ RN Paulo Adolfo de Azevedo Ludovice da Paixão, CF 4;
2TEN FZE RN João Eduardo da Costa Xavier, DFE 11;

Moçambique (8 Oficiais):

2TEN RN Agostinho Cortes Caro Quintiliano, CF 6;
2TEN RN Joaquim Manuel Rebordão Esteves Pinto, CF 6;
2TEN FZ RN Armando Luis Clemente Bayão Marçal Corrêa, CF 6;
2TEN FZ RN Francisco Xavier Mata de Santa-Rita Colaço, CF 6;
2TEN RN António Liz Dias, LFP «Castor»;
2TEN RN João Manuel Pereira Brito, NH «Almirante Lacerda»;
2TEN RN José Manuel da Silva Pinto Faria de Almeida, Comando Naval de Moçambique;
2TEN FZE RN António da Silva Pereira Jardim, DFE 1;

Continente e Ilhas (22 Oficiais):

2TEN RN Domingos Pereira Gaspar, navio-patrulha «Sto Antão»;
2TEN RN José António Inácio Lourenço, navio-patrulha «Fogo»;
2TEN RN Manuel Baptista Rafael, navio-patrulha «Brava»;
2TEN RN Heitor Ferreira, caça-minas «Faial»;
2TEN RN João da Rocha Camargo de Sousa Eiró, NH «João de Lisboa»;
2TEN MN RN Luciano Pinto Ravara, NH «João de Lisboa»;
2TEN RN José Hipólito da Costa Monteiro, Instituto Hidrográfico;
2TEN RN Luis Amilcar de Almeida Moreira, navio-balizador «Almirante Schultz»;
2TEN RN Manuel Tavares de Sousa Ramos, Gr n.º 2 EA – EF;
2TEN FZ RN Adriano Manuel Maia Rodrigues, Gr n.º 2 EA – EF;
2TEN FZ RN José do Carmo Medeiros de Almeida, Gr n.º 2 EA – EF;
2TEN RN Pedro Morais Silva Leitão, Gr n.º 1 EA;
2TEN EMQ RN António Augusto de Carvalho Marcelo, LF «Bicuda»;
2TEN EMQ RN Belarmino António Filomeno da Conceição Silveira, LF «Corvina»;
2TEN EMQ RN José António Muñoz Miguez, LF «Azevia»;
2TEN EMQ RN Jorge Paulo Pavão Chagas e Melo, DM «S. Roque»;
2TEN AN RN Abílio Miguel Joaquim Dias Fernandes, DSA;
2TEN AN RN António José Avelãs Nunes, DSAN;
2TEN AN RN Eugénio Fialho Borralho, Estado–Maior da Armada;
2TEN AN RN José Manuel Merêa Pizarro Beleza, Corpo de Marinheiros da Armada;
2TEN AN RN Rui Eduardo Ferreira Rodrigues Pena, DSP-4.ª Rep;
2TEN FZ RN José Franco Pato François, BNL – CEFA;
2TEN FZ RN Henrique Rodrigo Guerra de Melo Barreiros, BNL – CEFA;

* Não figura no Anuário da Reserva Naval o Cadete da classe de Fuzileiros Gabriel Maria Costa Mesquita Brito que concluiu o curso. Foi destacado para o Comando de Defesa Marítima da Guiné, tendo ascendido ao posto de 2.º Tenente.

O médico Luciano Pinto Ravara realizou, entre Abril de 1964 e o mesmo mês de 1966, prolongado embarque no Navio Hidrográfico «João de Lisboa», sob o comando do CTEN José Emílio Cabido de Ataíde, ali efectuando elevado número de horas de navegação.

Ao longo de 1966 iniciou-­se o licenciamento dos oficiais deste curso, tendo ingressado no Quadro Permanente, João da Costa Xavier, na classe de Fuzileiros e José Medeiros de Almeida, na classe de Serviço Especial/Ramo de Educação Fisíca.



Em cima, 1992 - No encontro em Madrid, Sousa Ramos, Joaquim Patrício e Cristino da Costa;
Em baixo, 1998 - No encontro em Vila Boim, Heitor Ferreira, Liz Dias, Chaves e Melo, Luis Moreira,
Santa-Rita Colaço, Ruivo Figueiredo, Vilela de Matos, Benito Garcia, José Lourenço, Manuel Madeira e Alves Mateus(em 1º plano).




O curso desde a sua formação, reune com frequência habitual, havendo conhecimento de encontros em Madrid e no Funchal. Nesses encontros, a lembrança dos que não podem já comparecer é sempre assinalada com saudade devida a quem faz muita falta.

À voz de chamada, a sua presença será sempre registada.



Observações:

Ainda como instruendos, pela Junta de Saúde Naval, foram dados como inaptos para prestar serviço na Armada os seguintes cadetes identificados pelo número de ordem com que figuram no Anuário da Reserva Naval:
247 – José Luis Cerqueira de Aguiar Sobral, classe de Fuzileiros;
248 – Manuel Joaquim Nogueira Madeira, classe de Fuzileiros;
Receberam ambos guia, regressando ao Distrito de Recrutamento e Mobilização de onde tinham vindo.




Galeria de Fotos:




Fontes:
Arquivo de Marinha; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Lisboa, 1992, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, 2006; Texto do autor do blogue compilado e corrigido a partir do publicado na Revista n.º 10 da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, Outubro 1999; Fotos de Arquivo do autor do blogue;

mls